Covid-19

“Neste momento, o lar das pessoas tem que funcionar”, afirma diretor-geral da APSA

Ana Clara Tonocchi
Escrito por Ana Clara Tonocchi em 6 de abril de 2020
“Neste momento, o lar das pessoas tem que funcionar”, afirma diretor-geral da APSA
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A APSA é uma empresa polivalente dentro do mercado imobiliário, com 85 anos de história. Atua na administração de condomínios residenciais e comerciais, além do aluguel, compra e venda de imóveis, há 85 anos. Para comentar os efeitos do isolamento entre os condôminos, conversamos com Fernando Schneider, diretor-geral da empresa. Fernando fala sobre a estrutura de home office que a empresa adotou, o amadurecimento dos canais de contato digitais e como a crise sanitária já está afetando o mercado.


Imobi: Como as equipes da APSA têm trabalhado durante o isolamento?
Fernando: Como principal player do mercado de administração de propriedades, temos que fazer a nossa parte e contribuir para o necessário isolamento social para achatar a curva e combater o coronavírus. Assim, estruturamos uma operação de home office com o objetivo de manter nossa operação em funcionamento, porém, logicamente, com limitações. Estamos aproveitando a nossa tecnologia que já possibilita usar nossos serviços remotamente, seja pelo aplicativo ou pelo site. E os clientes estão colaborando. Síndicos e proprietários estão acessando digitalmente nossos serviços.

Imobi: Quais são os primeiros reflexos da crise sanitária nos negócios da Apsa?
Fernando: A primeira resposta diz respeito ao atendimento a nossos clientes. Logicamente estamos cumprindo isolamento e nosso serviço não está 100%. Existe limitação em função da limitação da mobilidade das pessoas. Em relação aos negócios imobiliários, locações e vendas de imóveis, observamos uma forte queda na procura. Estamos passando por uma das maiores crises, se não a maior crise da história.

Imobi: Sobre os condomínios, como as pessoas estão lidando com o isolamento?
Fernando: Em grande maioria, cumprindo as recomendações de isolamento social. Alguns condomínios têm desafios no que diz respeito à necessidade de assembleia, entrada de prestadores de serviços emergenciais e do comportamento de alguns condôminos que não querem fazer o isolamento. Mas a maioria segue com regras para limpeza, segurança, entrada de prestadores de serviços, funcionamento das áreas comuns, acesso aos elevadores.

“O aluguel voltou a ser um investimento interessante com ganhos reais sobre a inflação e com a valorização do próprio imóvel”, Fernando Schneider, diretor-geral da Apsa (arte: Juliana Amorim).

Imobi: E como as administradoras estão lidando com a situação?
Fernando: Nós não paramos. Estamos com efetivo reduzido e home office ativo, mas investindo no atendimento via canais digitais para que os condomínios não parem. Imagina diante deste cenários condomínios sem limpeza e segurança? Sem água? Sem luz? Então, continuamos dando vida aos condomínios, seja através do simples pagamento de contas até a gestão destes serviços. Neste momento, a casa, o lar das pessoas, tem que funcionar. 

Imobi: Como tem sido a comunicação da empresa neste momento?Fernando: Estamos investindo em campanhas diversas que vão desde conscientização sobre a COVID-19, passando por ações sociais e promoção de encontro de pessoas com estabelecimentos em funcionamento durante a crise. Estamos reforçando nossos serviços e atendimentos digitais. Nossos canais digitais e acesso às redes sociais explodiram.

Imobi: Houve queda na geração de leads?
Fernando: Em linhas gerais a procura caiu muito, para locação e para compra de imóveis. Significa que as pessoas estão cumprindo a determinação do governo e aderindo ao isolamento.

Imobi: Que impactos você já consegue ver no horizonte do nosso mercado?Fernando: Difícil dizer num momento como este. De qualquer forma, o imóvel sempre foi um ativo valorizado pelo brasileiro. Com a taxa de juros muito baixa, penso que continua sendo atrativo. O aluguel voltou a ser um investimento interessante com ganhos reais sobre a inflação e com a valorização do próprio imóvel.

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